Ha momentos na vida em que dispensamos explicaçoes, tudo o que nos dizem entra a cem e
sai a duzentos, e na sua maioria das vezes nao chega sequer a entrar. Ist acontece porque estamos fartos de qualquer coisa - seja ela o que for, e não nos sentimos com mais capacidades para tocar no assunto e só queremos enfrentá-lo. Esquecemo-nos que enfrentar não é apagar, até porque apagar coisas da nossa memória como quem carrega no "back space" no seu pc, é totalmente impossivel, haverá sempre ago que trará o assunto a bailar de novo no nosso chão, sem nos deixar seguir. Invoco então a importância do ouvir, apreender, tudo o que os outros dizem embora à partida saibamos que nos quer "enfiar o barrete". Não se esqueçam que não existem dados adquiridos, a vida não é um dado adquirido e a liberdade não é um direito absoluto. Tudo o que ouvimos, pode ou não ser o que estamos à espera. Pode ser um sim em vez de um não. Podes esperar ouvir A e ser supreendido com B... Por isso, sugiro que risques o "não quero saber", ouve, e leva o tempo que for necessário para reflectir e se se tratar disso ou não, agir ou tomar os procedimentos que achares correctos. Sabendo assim, que averiguaste os pontos todos, positivos ou menos positivos, mas que os tens bem sabidos e tomaste as tuas proprias decisoes a partir deles. Saber ouvir é de facto uma virtude e se eu o soubesse fazer, não estaria aqui a dizer isto. De facto, sei o que é preciso fazer, mas do saber à acção, vão léguas. «É mais faz o que eu digo não faças o que eu faço». Sei que maioritariamente se deve ao facto de eu saber que provavelmente estou perante uma futura lágrima, mas não deixando que o filme se desenrole, também não saberei se o final termina com a temida lágrima ou com um doce surpreso sorriso ardente.
O que de menos podes ter adquirido na vida sao os chamados "dados adquiridos".
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