Rraaaugh - nhock nhock nhock - Nhammii!!

«Get tha real feelin'»

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010



Pensei que este ia ser o ano da minha vida

Tinha tudo para correr bem: Tinha encontrado alguém que me completasse, as minhas notas não eram más e sonhava com a minha entrada na faculdade, ia fazer os meus 18 aninhos, os meus amigos faziam-me promessas que mesmo depois do secundário acabar não iamos deixar que a nossa amizade se perdesse no tempo. Tinha tudo para dar certo, tinha tudo para ser o melhor ano de sempre, mas foi um dos piores.

As minhas notas não eram más mas não foram boas o suficiente, nã entrei por décimas e nas outras duas fases já não havia vagas. Não pude ir para Castelo Branco porque o senhor meu pai prefere fingir que não existo e como "não tenho pais ricos nem fui ao BES.." já sabem. Resultado? Horas vagas, deprimentes e lágrimas, muitas lágrimas. Dos meus "amigos" poucos são aqueles que souberam cumprir e que sinto que ainda estão comigo apesar de tudo, mas digo mesmo são esses que fazem falta, são esses que importam, os outros aprendi que afinal não eram tão amigos como diziam e assim, não fazem falta também. Estou mesmo feliz pelos que entraram mas não consigo esquecer que me doi muito ter ficado para trás. Mas nem tudo são coisas más. Descobri que tenho o melhor namorado do muito mesmo que por vezes andemos sempre às turras, e é graças a ele que tenho tido força para superar tudo e Rita, obrigada por estes 12 anos sei que vieste para ficar.

Para 2011, não quero fazer grandes planos, quero realizar tudo o que não realizei este ano e.. Deixar acontecer porque já deu para ver que quanto mais esperanças pomos numa coisa, neste caso, num ano, nem sempre se torna real e não vale a pena - de todo - marterizarmo-nos por isso.


Desejo-vos a todos umas boas entradas e um óptimo prolongamento.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Castelo

«Longe vão os dias em que acreditava em castelos. Foram outros tempos, outra história, com outras personagens, e sem dúvida com outro desfecho. Não um castelo enorme que todos querem ter, nem com muitos criados, e muito menos rodeado daquelas criaturas que não existem, e que sabe-se lá porque todos acham amorosas.
Não, era uma história totalmente diferente, com apenas duas personagens, que foram protagonistas durante todo este seu conto. O castelo era pequenino, talvez pequenino demais visto que era de areia, tudo nele era quase perfeito, cada grão da praia era reposto, ainda ele não tivera caido, eles viveram bem, viveram felizes, naquela praia que julgaram infinita.
É certo que as marés tentaram tocar nas suas muralhas inúmeras vezes, (e como não sei) mas eles souberam defender o seu pequenino castelo. Se algo de mal ocorria agarravam-se aos seus sonhos, e foi com isso que pensaram conseguir dar lugar a um palácio, em vez de um castelo à beira-mar.
Mas a praia tinha fim, a areia era limitada... Talvez não o soubessem, talvez sempre o tenham sabido, e pensado que na altura arranjariam uma solução. Adivinhem? Não arranjaram, e perceberam, que por mais forte que possamos tomar o nosso castelo, ele não vive só de sonhos, de esperanças, de palavras... Mas também viram com a maior das clarezas que, não são as lágrimas que nos tiram dos finais infelizes.
Porque ele, nunca foi um príncipe, ou ela uma princesa, eram apenas dois meninos que traziam consigo inocência de mãos dadas. Cresceram, e de certo que na sua próxima história, trarão consigo coragem, e serão capazes de lutar pelo seu castelo, seja ele de que tamanho for, seja ele feito do que for.
Se foram felizes para sempre? Não, pelo simples facto que o "sempre" jamais nos irá pertencer.»