Rraaaugh - nhock nhock nhock - Nhammii!!

«Get tha real feelin'»

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

You can call me, I’ll be right there .. L.

Porque mesmo que o amor não tenha resistido às provas de fogo a que esteve suposto constantemente, mesmo que, saiba que ainda tinhamos tanto para dar um ao outro (ou talvez não), mesmo que saiba também que ainda tinhamos tanto para aprender (ou talvez não), de uma coisa podes ter a certeza, a amizade, ninguém nos tira. Porque juntos enfrentamos coisas que não passam pela cabeça de mais ninguém, és um amigo verdadeiro, a dor é por sentimentos maiores, dos quais a amizade não tem culpa nenhuma. Portanto, do fundo do coração, eu estou aqui, para o que der e vier. L...e ...o...
You can call me, I’ll be right there

Não tenho muito mas o pouco que tenho é teu
Se mais ninguém te ouvir tu sabes quem te ouve sou eu
E quando tiveres triste, com falta de um amigo
Fecha os olhos não temas porque eu vou estar aqui contigo
Eu sei que pensas muitas vezes que queres fugir
Eu sei que gritas e não tens ninguém para te acudir
Vida madrasta nada corre como a gente quer
Tens que enfrentar o destino para o que der e vier
Ao meu alcance faço tudo o que poder para ti
Peço desculpas pelos erros, sei que os cometi
Não vou julgar-te porque também eu posso ser réu
Não vou julgar-te porque tem te julga está no céu
Quero que saibas que podes contar com o meu amparo
Amizade pura é um sentimento cada vez mais raro
Conto contigo para fazeres o que faço por ti
E quando nada correr bem eu estou aqui

Se precisares de mim eu estou aqui
Quando quiseres falar eu estou aqui
Se te faltar um amigo eu estou aqui
Se precisares de alguém eu estou aqui

Tantas as coisas que juntos fizemos tu e eu
Custa a crer mas a verdade é que o tempo correu
Nem sempre é fácil ás vezes frases magoam
Sem deixar mágoas porque amigos são os que perdoam
É quando se vê quem é amigo de quem, no mal e no bem
Sentindo desdém rodeado de gente sem nunca ter ninguém
Alguém para falar, sempre pronto a escutar
A mão que se estende, a mão que te ajuda a levantar
Quem te corrige quando tu não sabes o que é certo
Quem te dá água quando te perdes nalgum deserto
Sempre por perto sempre pronto para chorar ou rir
Quem te conhece e sabes quando tu estás a mentir
Não sou perfeito mas sabes que sou sincero
Nunca te esqueças de mim aqui é tudo o que eu quero
E espero que nada nem ninguém nos faça separar
Conto contigo, comigo podes sempre contar...

Eu estou aqui
Boss Ac - Eu estou aqui (adaptado)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Adeus.

Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum.

Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chegapara afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Poema de: Eugénio de Andrade

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Detesto tudo aquilo que detesto em ti.

Detesto aquilo que és
E detesto que não tenhas passado de um sonho
Detesto o teu sorriso e o teu olhar
E detesto tudo aquilo que escondem
Detesto tudo aquilo em que me fizeste acreditar
E tudo aquilo em que te estás a tornar
Detesto quando chamo o teu nome e tu não me ouves
Detesto a solidão que em mim se esconde
Detesto as feridas que tenho
e que não mais saram
Detesto as esperanças que tive
E detesto saber que pus quem era de lado por quem já não és
e que talvez nunca tenhas sido
Detesto ainda mais saber que tudo desapareceu
Em menos de um fósforo
Detesto recordar os bons momentos
E detesto que qualquer coisa te traga ao meu pensamento
Detesto quando passas e eu fico a olhar
Detesto não o conseguir evitar!
Detesto quando bloqueio a pensar
Detesto saber que podia ter sido diferente
Detesto saber que podias ter marcado a diferença
Detesto saber que não quiseste
Detesto saber que tive de me sujeitar
Detesto aperceber-me vezes sem conta que preferiste ser vulgar
Detesto todas as lágrimas que ainda me fazes chorar
Detesto os momentos em que me fizeste rir
Detesto tudo aquilo em que me fizeste reflectir
Detesto o modo como me irritas e me tiras do sério
Detesto não conseguir desvendar este mistério
Detesto acordar e ainda te querer abraçar
Detesto não conseguir estar sem pensar em ti um único segundo
Detesto ter-te feito o meu mundo
Detesto ainda te querer
Detesto ter depositado toda a minha força em ti
Detesto que te tenhas ido embora do dia para a noite
Detesto que tenhas fugido sem me ter dado uma última opurtunidade
E detesto ter ficado à espera dela
Detesto estar presa aqui neste sítio
Detesto-te tanto
Detesto-te de mais
E detesto saber que não te consigo detestar.
Detesto quando mentes
Detesto todas as ilusões que me fizeste viver
Detesto tudo que tenha a ver contigo
E detesto não me ter arrependido
Detesto ter-te perdido
Detesto teres fugido por entre os dedos
Detesto amar-te
E ainda hoje sofrer com isso.

Lógica da imagem: Vida virada de pernas para o ar