Rraaaugh - nhock nhock nhock - Nhammii!!

«Get tha real feelin'»

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

.|. FUCK U

Sitting in my fucking room last fucking night,

Staring at the fucking mirror,

I couldn't find a fucking reason why,

I couldn't be near him,

'Cause you are the fucking one that started,

To fucking make me feel this fucking way,

And every fucking night I'm fucking thinking,

About the fucking words you'd say

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Olhares

Primeiro olhar .. Choco-me com a realidade de ter acabado, ter acordado de um sonho, com os pés destapados, cheia de frio. Segundo olhar .. Meio zonza, olho para cima e para baixo, nada vejo, olho em redor, aproximo-me mal sei de onde, e sinto as paredes que me rodeiam, frias, despidas, com piquinhos pontiagudos que me arranham as mãos só de lhes tocar. Apercebo-me que estou sozinha, sinto que perdi alguma coisa, penso, e não sei bem o quê. Estou numa gruta, está frio cá dentro e não vejo um único foco de luz. Não tem saída e nem sei por onde entrei. Um passo, outro passo, e o eco aumenta, estou então cada vez mais no fundo e as paredes tornam-se cada vez mais apertadas, confesso, estou com medo, o meu corpo inteiro, de tanto trémulo que está, já nada sinto a não ser as paredes a fecharem-se cada vez mais. Ao aproximarem-se mais ainda, sinto uma enorme vontade de escapar dali, da minha mente não saem os sorrisos, olhares, momentos, e até lágrimas, mas a minha realidade tem sido outra, as lágrimas já não são de desabafo e muito menos de alegria, são de dor. De uma dor intensa que me esfaqueia, me desfigura, me prende. Não sei o que se passou, o meu estômago da voltas e voltas cada vês que tento perceber como vim aqui parar. Mas agora não me importa, eu não quero saber. Sim, pela primeira vez na vida vou dizer “eu não me importo”. Encho-me de força, e agarro a minha coragem com toda ela, rebento as paredes que me cercam e sinto-me a super-mulher, eu sinto-me invencível pois tenho vontade de vencer. Começam a surgir pequenos focos de luz e lá no cimo, onde essas paredes que me escondem, começam a desvanecer, observo, é o meu terceiro olhar, vejo um monte de dedos, palmas de mão, até que me apercebo que são braços estendidos. Os meus amigos estão aqui, aqui comigo, é certo que me fechei neste beco e que não estava a conseguir lidar com isso, eis que eles chegaram e me atiraram uma corda, bem forte. Subi, subi e subi, agarrei-os e disse “sem vocês nada era possível”. Agora sim, estou pronta para seguir, eles, ajudaram-me, eles provaram que estão presentes, que existem, e que, ao menos, são a minha maior certeza na vida que nunca hei-de questionar. Agora é uma batalha minha, seguir o meu caminho, que já está meio caminho andado. Obrigado meus amigos.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Eu aceito.


Já não sinto aquela pressão de querer que o tempo passe rápido, para ver resultados. Já me mentalizei que não posso saber tudo, já sei que há coisas que por mais que eu puxe pela cabeça não têm explicação, não têm fundamento e a maioria das vezes... Nem se sabe por onde surgem, ou o que vieram fazer. Os sentimentos... Esses vão e vêm como uma brisa suave que se transforma num tornado, ou até mesmo naqueles dias em que faz sol e chove ao mesmo tempo, olho lá para fora e não compreendo, sim, eu não compreendo, juro que não, e até já cheguei a pensar que o mal fosse meu... Cá dentro, houve um temporal, com direito a marremotos, terramotos, furações, de tudo um pouco, todas aquelas coisas que eu não sei explicar e ainda hoje, nem sei como nem o porquê de terem acontecido. Mas hoje, invulgarmente, a tempestade parou, estabilizou, mal sei… Sim, parou, é certo que não consigo saber qual é o meu caminho, pois este manto de neblina cobre-me a visão, o chão está coberto de areia movediça que me tem levado ao fundo de nada vezes sem conta. Contudo, hoje, passo após passo, sem medo (talvez um pouco de receio, por ir às escuras), entrego-me a ti mais uma vez, destino. Leva-me para onde quiseres, podes ser cruel ou não, que nada sentirei, hoje, leva-me para qualquer lugar, assim como para aqui me trouxeste. Nuvens, se vocês, grandes senhoras que não me deixam ver para onde sigo, o que vou fazer asseguir, então guiem-me, pois hoje sinto-me tentada a arriscar, hoje, quero não pensar no porquê, no quando, no onde e no como, hoje, quero flutuar nesse mar que estabilizou. Cheguei, deitei-me de costas, fechei os olhos e assim sigo, ao teu sabor, rude ou benéfico destino. Em terra ficam as pedras e os pedregulhos, os tiros e as bombas que curiosamente não me mataram, creio eu, e comigo levo a força de vontade de vencer, aquela que sei que sempre tive mas que apenas se escondeu, pois eu sou uma vencedora, eu sei o que quero e eu quero ser feliz, como tal, hoje pintarei essa vontade com todas as cores do arco-íris. Hoje, apesar de, se parar para pensar, talvez ainda me custe aceitar, não quero pensar, eu não quero parar, pensar de nada me vale a não ser a confusão que cada vez se apodera mais de mim. Confusões? Bem me bastam. Dores? Disso já nem falo, acho que já nem sinto, tive um AVC de sentimentos que me afectou até na maneira de pensar e hoje, não me importo se é bom ou mau, é o que tem de ser. Hoje é um bom dia para ser eu, um bom dia para ser # nêê.., e eu aceito.


Eu quero, eu consigo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

'bout me

Estou a aprender a viver com o que tenho, a dar menos valor ao que perdi, embora me custe aceitar que teve de ser assim.. Tenho a melhor best(a) e o melhor amigo do mundo, e admiro bastante a namorada dele porque o faz feliz e isso já contribui para a minha felicidade. A Ana, Joana e o Dani, são os pilares de há anos, a Grande percebe-me como mais niguém, e não gosto do João porque ele é antipático, em contrapartida, a Daniela, o Gonçalo, a Catarina e a Mafalda têm sido uns queridos. A Débora é a minha Qlóna e a Joaninha e a Raquel (e repito, a Ana), as melhores irmãs que alguém pode ter. A minha Nana e o Brunó são indispensáveis e a Janinha e a Ana Rita as pessoas mais queridas à face da terra. O Ruben é o melhor irmão e guitarrista de sempre, enquanto o Fo nunca me deixa ficar mal. O Sumólico e o primo Pedro já fazem parte, o Joãozinho está sempre aqui, ali, onde for preciso .. A Madrinha, a Cunhadinha (sim, cunhadinha, porque "s'a foda o resto" :D, minha Ritinha *.*) e a Madden, o Francisco, Metade, António e a Alexandra Maria são .. Exactamente, isso mesmo. A Sara revelou-se uma grande surpresa, positiva, claro. A Laryssa e a Bijal estão a dever-me batatas camponesas e gosto muito de apanhar overdoses de gomas e café com o (outro) João, também gosto do Carlós, porque mas vai fornecer. Sem o Gonçalo, as aulas não são a mesma coisa, principalmente as de Desenho. Pam, Jeh e Ig'z, seriam aqueles que eu traria para o pé de mim, se pudesse. E tenho imensas saudades do Tii e da Drika, já para não falar que adoro o Bubaloo. Embora a minha admiração por chungas seja mundialmente reconhecida (yeah, right --'), a excepção faz a regra, Rafa sendo um totó, é um bom cunhado.

São tudo, obrigada por nunca me deixarem ficar mal

sábado, 10 de janeiro de 2009

Um dia, eu espero...

Já há algum tempo que tenho vivido na incerteza, no estar e não-estar, entre o saber e não saber, numa balança que nunca mais se equilibra. A minha vida tem sido um relógio, que em vez de horas, marca saudade, angústia, dor, sofrimento, sensação de impotência, fraqueza, e sabe-se lá que mais. Já não sei o que é ser feliz, já não sei se felicidade existe ou não passa de mera ilusão. Duvido de tudo o que me aparece à frente, tento estar no topo, ultrapassar este sentimento que quase não cabe em mim, mas basta um olhar, uma frase, um dia, a coisa mais invulgar, que me faz ir logo abaixo, fico sem forças, estendida no chão sem me conseguir levantar(…)

- E da mesma maneira em que a maior onda da maré alta te trouxe a mim…

(…) Por muito que lute, por muito que dê tudo o que tenho e que não tenho, por muito que me entregue, não entendo… Eu fiz tudo, e nem uma opurtunidade de mostrar que juntos conseguíamos, que juntos vencíamos, como sempre o fizemos, nem isso foste capaz de me dar. Preferiste pensar que “não dava”, em vez de tentares, desculpa, mas ninguém tem o puder de prever o futuro, feiticeiros e magos não existem, logo, sem tentares, nunca poderias saber se deu ou se não deu, não tentas-te.(…)

- Levou-te na segunda onda sem se quer deixar o mar acalmar…

(…) Eu? Eu já não sei quem sou, o que é isto em que me tornei por tua causa. O único brilho que conheço hoje é o das lágrimas cintilantes que teimam a cair de dia para dia(…)

- Fiquei em terra, não estou sozinha, sei que não, mas no meio da multidão assim me sinto…

(…) Tu? Tu já não és aquele por quem me apaixonei, aquele por quem pus o orgulho de lado, aquele a quem me entreguei, aquele que idealizou a perfeição, aquele “tudo”, aquele que me fez acreditar que o “para sempre” existia, e que eu podia ser feliz. És uma coisa que eu não reconheço, transformaste-te num ser vulgar que me mete raiva, me faz sofrer e que no fundo, não consigo deixar de amar(…)

- Neste mar, onde a tempestade se instalou, permaneço… Não sei porquê, e o pior… Não sei até quando…

(…) Mas eu não posso não ser eu. Não posso continuar assim. Não vou fracassar embora tudo o que me apetece dizer é “Não consigo continuar”, embora todos os dias me pergunte “porquê” e não ache resposta… Eu sou eu, e por muito que me custe, tenho de lutar contra a minha vontade, a vontade de querer estar contigo incondicionalmente, mas não suporto a dor de estar à espera, não suporto que me magoes e saibas que o estás a fazer e como tal… Por muito que me custe, porque sei que pode ser a coisa mais difícil que vou ter de fazer na vida, mas tenho de me afastar. Este ambiente de batalha naval, as ondas agitadas que têm permanecido metem-me o estômago e sabe-se lá que mais às voltas. Eu preciso de me encontrar, eu preciso de saber quem sou(…)

- E mesmo na incerteza desse tempo, e sabendo da tempestade, arrisco e vou naufragar, como eterna maruja do amor que sinto. Eu vou embarcar nesse mar…

(…) Desistir? Não, isso é para os fracos. Sim, já fracassei, mas desistir dos meus sonhos é coisa que me recuso a fazer. Vou apenas ajudar o tempo na sua decisão, vou ajudar-me a mim e a ti, ambos precisamos de reflectir, e eu sei que se tiver de ser, vamos vencer(…)

- Sem saber a rota, os pontos cardeais hão-de me levar onde o destino quiser, onde tiver de ser. Já estou em mar alto, se um dia tiver de chegar a ti, chegarei, da mesma forma que não estava à espera de cair nos braços da magia que é amar, sei que quando menos esperar, este mar vai acalmar.

(…) Um dia, eu espero.