Hoje senti-me perdida, senti-me perdida num labirinto sem fim, fechado, vazio, frio, escuro. Senti-me fraca, fora de prazo, impotente. Senti a tempestade chegar em mim, uma noite fria, em que não parava de chover e trovoar. Senti um vazio cruel e desnudido. Senti que não tinha força para olhar e continuar em frente. Não te encontrava, procurei, procurei e não estavas lá, parecia que tudo não tinha passado de uma ilusão, de um sonho, até que acordei, acordei destapada, com a pele a arrepiar, faltava-me o teu abraço, faltavas tu. Eu queria encontrar-te e não conseguia. Estavas escondido no meio de nada, fugiste. Trocaste as cores vivas e brilhantes, por escuras e frias. Hoje, duvidei de quem sou, de novo. Hoje, não quis existir. Hoje apeteceu-me adormecer e não mais acordar. Porque não estavas presente. Porque fracassei. Gritei até ao meu último fôlego, e até à minha respiração final me apeteceu gritar, mas ninguém me ouviu. É tão difícil esperar numa fila que não mais anda, mas eu espero, eu espero para saber o que nos aconteceu, o que aconteceu ao que éramos e como éramos, esperarei o tempo que for preciso. É certo que "se não houvesse mágoa, não daríamos valor aos bons momentos", mas e se eu prometer que lhes dou valor, posso não ter mágoa?
Este foi o meu dia, e espero que tenha sido o último assim, pois temo não aguentar outros semelhantes.
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