“Quem sou eu?” Mas será que existe mesmo alguém capaz de responder a esta pergunta aparentemente tão simples, mas no fundo com uma complexidade gigantesca?... Afinal… Quem sou? Já me fiz imensas vezes esta pergunta e muitas vezes pensei que não tinha resposta para esta questão, não conseguia encontrar o meu ‘eu’ num Mundo tão grande, com tanta gente… Como poderia eu ter certezas de quem sou? Pois bem, penso que todos nós passamos por esta fase… Contudo, cheguei à conclusão de que há sempre uma coisa em que se acredita, sempre. Sou uma rapariga normal… Amada por uns, odiada por outros e indiferente aos restantes, porém, apenas mais uma num milhão. Já pensei que era feliz e descobri que ninguém o pode ser a 100%. Já me senti a mais neste Mundo e cheguei à conclusão de que o Mundo pertence à harmonia, sendo o ser humano o caos, é normal que nenhum ser humano se sinta totalmente realizado. Já sonhei bem alto e cheguei à conclusão de que quanto mais alto sonhasse, maior era a queda, então, aprendi a pensar primeiro com a cabeça e só depois agir com o coração. Já descobri que há coisas ‘simples’ que se tornam tão difíceis… E magoam, quando podiam ser a melhor coisa do Mundo. Já pensei ter construído “(…)sonhos em cima de grandes pessoas(…)”, mas cheguei à conclusão de que “(…)grandes eram os sonhos, e as pessoas? Pequenas demais para torná-los reais(…)”. Já senti a falta de alguém e já chorei por ela também. Já pensei “eu não faço porque ele também não o faz”, mas cheguei à conclusão de que, desta forma, coisas lindas como a amizade, ou até mesmo o amor, vão desaparecendo e dando lugar a um orgulho estúpido e sem valor algum. Hoje, tomo a atitude, mostro quem sou e como sou, não o que querem que eu seja, mostro que eu, Inês Andrade, posso ser muito mais do que eu mesma penso que seja. Com os meus erros, aprendi que nem sempre tenho de ser forte e guardar tudo para mim, como estou habituada a fazê-lo, pois descobri também que tenho fraquezas como toda a gente tem as suas, mas aprendi a desabafar, aprendi a chorar quando preciso, e ao descobrir isso, reparei que apesar dessas mesmas fraquezas, tenho também os meus próprios valores, e aí, aprendi a valorizar-me. Descobri também que, mesmo as ‘pequenas’ oportunidades só nos fazem ficar mais fortes, e que, descobrindo o meu valor, sei que sou uma pessoa forte, por isso, sigo em frente… “Grande menina, pequena mulher”. Tenho muitos amigos, uns verdadeiros, outros que se fazem passar por tal, mas sei que são os verdadeiros que se preocupam comigo e que, quando rio, mas no fundo só me apetece chorar, são eles que lá vão estar, como o seu ombro amigo, de corpo e alma a quererem verme bem, ou até mesmo nas alturas em que chegamos a chorar de tanto rir… E fico tão feliz com isso… Sei que nem toda a gente tem a mesma sorte que eu nesse aspecto, pois posso afirmar que tenho verdadeiros amigos, e que tenho vindo a aprender a dar cada vez mais valor ao significado da palavra ‘amizade’ que tem uma importância tão grande para mim. E depois de tanto pensar, cheguei À conclusão de que, apesar de tudo e de todos os obstáculos que a vida nos possa propor, e de injustiças que possam haver, o Mundo está em permanente movimento, em constante mudança, e que por vezes é preciso perdermos 100 para ganharmos 1000, “pedras no meu caminho? Vou apanhá-las e mais tarde construir um castelo”, é esse o espírito! Sei que ainda tenho tanto, mas tanto para aprender… Enfim, eu sou, apenas eu e somente eu, e sempre o serei, e há-de haver sempre alguém que goste de mim como sou, porque não somos perfeitos, como ninguém o é, mas somos e seremos para sempre… Únicos.
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